Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente, e não a gente a ele. . .
sábado, 9 de abril de 2011
Carta DesEstruturada
Não sabia por onde começar, como sempre -não- sei.
Escrevo por pura necessidade,
necessidade de ocupar-me,
necessidade de confessar-me,
necessidade de abrir-me,
necessidade de fugir . . .
Continuo (re)descobrindo um jeito de atravessar os dias.
Tentando lembrar como eu levava as horas quando tudo era calmaria dentro de mim.
Tudo passou a ser banal, agora viagens são só viagens, tardes são só tardes, noites são só noites, caminhadas são só caminhadas;
Caminhadas . . . andando, olhando pro céu, olhando pro chão . . . decorei cada veia no concreto do caminho que percorro, cada imperfeição já sei de cor.
Uma pausa.
Não, não posso ter pausas agora, só me servem para a mente viajar, e não quero que viaje pois já sei o destino, o caminho traçado.
Quem dera voltar aos dias do começo, não para tentar corrigir situações, mas para restringir teu acesso a meu coração . . . Não te tiraria completamente pois já tinhas conquistado teu lugar desde o primeiro instante, mas regressaria até um exato ponto;
Voltar
e me deixar naquele instante de dor em que tinha resolvido me afastar apesar de todo amor, aquele instante de confissão e penar sincero pela decisão . . .
Preferia a dor de não te ter à essa dor que agora me aflige a alma.
Mas não se pode voltar então deixes ser.
Vou levando, caminhando, respirando . . .
Continuarei mandando notícias, continuarei escrevendo.
Escreverei, não a causa, escreverei a você que lê,
escreverei Por meu vazio.
Sinceramente, Vanessa.
Sem comentários quanto a este post kkk , estava lendo, inventei de escrever e acabou saindo isso x.x para falar a verdade nem gosto desse formato, mas enfim . . .
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